sexta-feira, 29 de março de 2019

Portugal AMOR: o que fez meu coração bater

Oi, pessoal. Tudo bem? =)

Hoje vou compartilhar com vocês coisas que fizeram meu coração bater mais forte aqui em Portugal. Coisas que me fizeram pensar: 

"Ainda bem que eu vim!"

Vamos à lista?

1. As pastelarias

Aqui, pastelaria é como chamam a padaria. Pastel de natas, bombocado de laranja e pão de abóbora com nozes figuram o topo da minha lista de coisas mais gostosas que comi até agora. Os pastéis de natas já comi várias vezes, os outros dois itens ando doida para repetir. Faltou foi oportunidade. rs

Pastel de Natas

2. As árvores frutíferas


Eu já achava a coisa mais linda os pés de limão galego que tínhamos em casa, no Brasil. Mas ver árvores enormes carregadas de laranjas, tangerinas e limas, em pleno centro urbano (Setúbal),  fez-me vibrar. As árvores portuguesas carregadas são encantadoras, parecem até aquelas árvores que a gente desenha quando criança: enormes, frondosas, super coloridas e vibrantes! São pitadas de magia divina colorindo o meio urbano... Um sonho.



3. O capricho de Portugal

Portugal apresenta muito capricho nos detalhes e podemos perceber isso nos jardins e canteiros com flores...




...Nas rotundas (rotatórias) que sempre têm uma escultura, flores, estátua... Sempre há um enfeite!

Olhem que lindeza essa rotunda na região do Azeitão (Setúbal)

Ainda ilustrando o capricho que tenho observado, cito as praças - tais quais as rotundas, sempre contam com estátuas, flores, monumentos, jardins, espaços verdes, árvores, chafarizes... Pode ter certeza: alguma coisa bonita você vai ver. ;)

Dalila e Gigi na praça que acompanha a principal avenida beira-mar de Setúbal. Olhem que graça!

Na mesma praça anterior, mas em outra altura. Agora, com esse chafariz 😊

Essa foto tirei em Lisboa. Era um lugar qualquer, mas, ainda assim, ilustra o planeamento (português de portugal) urbano: inclusão de árvores que embelezam, refrescam e aproximam a natureza da gente

Essa foto é da região portuária de Setúbal. Aqui, novamente, Portugal vai além do que é funcional e nos brinda com a estética de lindas palmeiras e canteiros

Outra foto da região portuária. O canteiro está seco, falhado, mas há a intenção do embelezamento. Olhem os banquinhos ao fundo, os arbustos podados... Tudo feito de maneira que a região não seja "morta", pelo contrário, tudo arranjado para que as pessoas tenham prazer de estar ali. Eu tenho.




4. Os vinhos

Isso todo mundo já sabe: Portugal oferece bons vinhos a preços super convidativos. Eu sempre fui do time da cerveja para petiscar, mas, para gourmetizar meu feijão com arroz, eu gostava de tomar um vinhozinho de acompanhamento. Quebra a rotina do feijão com arroz, sabe?

Aqui, no entanto, há tantos vinhos que dá gosto mesmo provar de todos. Em Friburgo, eu tomava sempre o tinto, meu favorito, até então. Aqui, tenho gostado dos rosés frizantes. 

Almocei omelete de brócolis com batata. Mas pelo menos o vinho era chique kkkkk

5. A natureza

Não é segredo para ninguém que eu tenho um fraco gigantesco pela natureza, né? Mar, céu, mato, flor, lua, estrela, árvore, bichos... Ver a natureza me emociona constantemente... Parece besteira, mas ter contato com a natureza eleva meu lado espiritual.

Em relação à natureza, apesar de bem menor que o Brasil, Portugal não deixou a desejar em nada: o irmão mais velho de minha pátria é generoso e acessível para quem queira contemplá-lo:













Todas essas fotos são da região de Setúbal, local em que estou morando temporariamente. Como podem ver, apesar de já ter dito que a minha vizinhança era meio feia (leia aqui), a cada vez que eu dava um passeio pelas redondezas, voltava com o coração aquecido de gratidão, por estar tendo a fantástica oportunidade de estar aqui.

Bem, esses foram os 4 itens que fizeram meu coração bater mais forte e que me fizeram superar as questões menos legais que vivenciei, como a tentativa de furto do meu carro alugado. Mas isso é papo para outro post. 

Qual dos itens te fariam vibrar também, 1, 2, 3 ou 4?

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Até breve!







terça-feira, 26 de março de 2019

Adaptação: o que não foi tranquilo

Nem tudo na vida são flores e houve coisas, ao longo desse primeiro mês, em Portugal, que me deixaram em um profundo estado de não sei.

Não é que eu tivesse desgostado do país. Mas também não tinha amado, assim, de cara, como a maioria das pessoas. Obviamente, eu sabia que teria que me adaptar ao novo país e  eu estava de coração aberto para tal... Mas, confesso, houve partes que precisei empenhar-me um pouco mais para ficar de boas. Vamos a elas?

 1. As carnes de Portugal

Já tentei ser vegetariana e falhei miseravelmente. Houve épocas em que eu comia carne em apenas uma ou duas refeições por semana. Hoje em dia, é o contrário: uma ou 2 refeições é que estão sem carne. Basicamente, nossa alimentação brasileira era arroz, feijão e peito de frango. Contudo, aqui, tivemos que trocar o frango pelo porco, pois esse tipo de corte (peito de frango) é bem mais caro em Portugal que no Brasil. Fazendo a conversão real-euro, o quilo do peito deve ser cerca de 25 reais, se não for mais. 


No Brasil, basicamente, come-se carne de vaca, porco, peixe e frango. Outras carnes, para o carioca, entram na categoria de "exóticas". Em Portugal, encontram-se, facilmente, em qualquer mercado, carnes de coelho, novilho, peru, cordeiro, pato e outras que não vou lembrar o nome. Algumas delas, como o peru, têm preços mais amigáveis que o próprio peito de frango, por exemplo.



Eu não como nenhum bicho diferente dos que eu já como (porco, frango, boi, peixe). Tentei comer peru; tem gosto de frango... Mas não deu. O tal do arroz de pato? Nem pensar. Sei que o frango é uma vida tão válida quanto a do pato, por exemplo. Mas, como cresci comendo frango, acaba sendo mais fácil não associá-lo ao que de fato é - carne de bicho. Já outros animais... Eu fico mastigando a carne e aquilo não me desce.  Não quero comer mais bichos, além dos que já como, então, essa semana, em que o cardápio da casa está sendo peru há uns 3 dias, estou mandando ver em todas as modalidades de omelete possíveis: com queijo, com cebola, com brócolis... hauhauhauhahua Dá-lhe ovo! =)



2. Limpar o chão com a esfregona

Levou uns 3 usos até eu não xingar mais a coitada. kkk Você deve estar achando que estou falando daquele mop giratório maneiro que a gente vê no Mc Donald's. Mas não é o caso. A que eu tenho é assim: você enfia a esfregona no cestinho e roda seu cabo com a mão mesmo para espremer. 



Imagem retirada do Google

O problema é que se você rodar o cabo demais, a esfregona solta da haste. Enfim, tem toda uma técnica milenar portuguesa para usar esse paranauê e eu ainda não estou 100% convencida sobre esse utensílio. É bom não precisar espremer o pano manualmente, como fazemos no Brasil, mas, por outro lado, acho que a esfregona fica muita húmida (com h em português de Portugal) e acaba deixando o chão muito molhado. Além disso, também não acho prático lavar a esfregona depois do uso, especialmente, porque não tenho tanque em casa. A conclusão da história é que,   por desencargo de consciência, comprei uns panos de prato para fazer de pano de chão e vida que segue. Quando estivermos mais folgados de grana, vou comprar um mop daqueles bacanudos de pedal. Acho que vou gostar mais.

3.  O choque de realidade da minha nova vizinhança

Um outro ponto que precisei ajustar na minha adaptação não tem tanto a ver com Portugal, mas com a mudança de vizinhança, em si. No Brasil, eu morava a 12 km do centro de uma cidade de médio porte. Era uma área “rural”, em um condomínio fechado. Os fundos da minha casa davam para a Mata Atlântica. Eu acordava, ia para o quintal e tinha as vistas mais lindas que alguém poderia desejar:






Pois bem. Se antes eu tinha a Mata Atlântica como vizinha de fundos, agora, tenho cimento. Esta é a minha actual (em português de Portugal) vista da janela do quarto:




Na minha vizinhança, há casas e mais casas - de todo jeito: antigas, restauradas e em ruínas. As casas em ruínas, então, cortam-me o coração. Eu não estava mais acostumada a ver moradias abandonadas porque, além de morar em um condomínio, eu só frequentava os lugares mais bem cuidados da região. 

No Brasil, quase sempre, casas abandonadas estão em áreas desfavorecidas. Aqui, em Portugal, essa regra não é clara: é possível ver casas abandonadas em localizações excelentes  (próximas a shopping centers, mercados, centros comerciais e beira de praia, por exemplo). Em terras brasileiras, isso é MUITO improvável: quanto melhor localizado em termos de comércio e lazer, melhor o imóvel, em via de regra.


Quando vemos as fotos de Portugal, mesmo das áreas históricas, vemos aquelas fotos com filtros e efeitos, ângulos interessantes, que rendem poesia ao que se vê. Disso eu gosto.

Mas, no meu caso, estou falando de casas completamente abandonadas, com telhados quebrados, janelas destruídas, paredes em pedras já aparentes... É  o velho e abandonado mesmo, sem gourmetização das coisas. 


Eu sei que Portugal tem muita história e que deveria ser ÓBVIO que encontraria estruturas em maus estados. Mas, para mim, não era. Eu achava que, por ser EUROPA, tudo seria ultra preservado, master maravilhoso, que abandono e descaso fosse "mérito" do Brasil. Santa ignorância! Acho que é mania de brasileiro se depreciar e achar que as coisas ruins são exclusivas de "terceiro mundo". É claro que aqui as coisas são mais bem preservadas, não há comparação. Contudo, entendam: não é porque as construções são melhor cuidadas, que todas o são. Tem coisa que ficou de lado mesmo... Não convém, aqui, discorrer os motivos.


Perdoem a minha inocência: eu achava que o "histórico" europeu seria algo tipo Tiradentes, em Minas Gerais: preservado, turístico, fofo: 



Foto retirada do Google





Não me entendam mal: há centros históricos lindos e fofos em Portugal - muitos, aliás! Mas aqui há o Centro Histórico Gourmet e há construções feias mesmo. 
Enfim, confesso que estranhei essa última questão e levei semanas digerindo-a porque, no Brasil, minha circulação não englobava endereços com casas abandonadas. 

Como tudo na vida é aprendizado, ao chegar a Portugal, onde é que vim morar? Exactamente (em português de Portugal) em uma região lotada de casas assim! Foi um baque, não posso mentir. Não imaginei que fosse estranhar uma coisa dessas! Fiquei mal comigo mesma, desapontada com a minha frivolidade. Logo eu, que me achava tão madura! Que tapa na cara ver que ainda tenho muito que melhorar!


De todo modo, vou colocar o antes e depois de novo para ver se vocês entendem o que quero dizer quando falo de choque de realidade:



Vizinhança antes

     
Vizinhança actual (em português de Portugal)



Finalmente, é importante ressaltar que, cada um tem uma experiência diferente, de acordo com seu lugar de fala. Eu já morei no subúrbio do Rio de Janeiro. Tivesse eu saído de lá directo (em português de Portugal) para terras lusas, possivelmente, nem perceberia as casas abandonadas, porque já estaria habituada a elas. 

Contudo, saí do subúrbio e fui morar naquele pedaço de paraíso Friburguense, bem classe média metida à besta. hahahah Meu olhar ficou destreinado para o que não era natureza, já que eu morava no meio do mato. 


Passado o primeiro mês em Portugal, já me acostumei às construções abandonadas e, honestamente, nem as percebo mais! Só tenho olhos para o que é lindo. rs Mas isso é papo para outro post.

Qual dessas questões seria pior para você se adaptar: a 1, a 2 ou a 3? 

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terça-feira, 12 de março de 2019

Adaptação: o que foi tranquilo

Como Brasil e Portugal são irmãos, acho que meu processo de adaptação está sendo bem suave. Na verdade, penso que tive que me adaptar mais à realidade de desconforto em que me encontro do que ao país, em si. As coisas que  foram tranquilas no meu processo de adaptação são estas:

1. Sou uma pessoa de poucos amigos e poucos passeios, portanto, estar longe de todos e sem vida social, não me doeu em nada.

2. Eu já estava acostumada a um clima mais fresco. Calhou de o clima estar super amigável em Setúbal e pronto: não tive problemas com meu primeiro inverno europeu.

3.  Os portugueses têm sido comunicativos, simpáticos, amistosos e calorosos conosco. Se houver algum incidente, daqui para frente, saberei que se trata de um caso isolado e não de uma questão cultural. Portanto, o trato com os portugueses também não me trouxe surpresas desagradáveis. 

4. No que tange à comida, sou boa de boca e acho que, se fizermos a nossa própria, dá até para manter o padrão de alimentação brasileiro. De modo geral, percebi que aqui as coisas são menos condimentadas: o salgado é menos salgado e o doce, menos doce. Até o bacon é menos salgado. Essa é uma adaptação que tive de fazer, mas foi muito tranquila porque, além de ser  mais saudável, os alimentos continuam muito gostosos.


5. Quando a coisa é boa, a gente se adapta facilmente. Então, eis alguns pontos aos quais já estou completamente adaptada: hahahah

a) O vinho, realmente, é muito em conta: já tomei vinhos DELICIOSOS por menos de 2 euros (o que dá menos de 10 reais!) e ainda há muito o que provar. Por hora, meu coração é dos Lambruscos. 


b)  os pastéis de natas são minha paixão. Por mim, eu os comia todo dia. Como estou adaptada!!  =p
Seu lindo!


6. Agora, falando sério: andar com sacolas para fazer compras é algo que ainda estou adaptando mas tem sido relativamente fácil de pôr em prática. 

No Brasil, a cada ida ao mercado, voltamos com nossos produtos em sacolas plásticas. Aqui, se você esquecer de levar a sua própria sacola, você compra no mercado. Não se tem aquela cultura de juntar vários sacos, separando as compras em categorias e deixando os puxa-sacos lotados nos lares brazucas. 

Claro que, eventualmente, preciso fazer compras e calha de eu estar desprovida de sacola, entretanto, penso que quando eu já estiver com a rotina regularizada, morando em minha própria casa, essas idas ao mercado ficarão mais rotineiras e sempre terei sacolas comigo. <3 O meio-ambiente agradece e, por fim,  acabamos nos dando conta de que era uma bobagem sair com 4 ou 5 sacolas do mercado quando podíamos usar apenas uma bolsa para as compras.

7. Distâncias curtas: ao vir para Portugal, fizemos um aluguel de temporada, em uma área histórica, muito próxima ao Centro. A 10 minutos, à pé, de nossa casa temos acesso à parques fantásticos e a praias de águas cristalinas, onde podemos ver peixes. Isso realmente é maravilhoso e não tínhamos no Brasil, não com esse sossego e proximidade. A distância entre minha casa e meu antigo trabalho no Brasil é, muitas vezes, a distância entre uma cidade e outra por aqui. É super tranquilo pegar o carro no fim de semana e dar um rolê em cidades vizinhas; isso acaba gerando mais entretenimento low-cost para quem adora "zanzar" por aí. Então, essa está sendo uma adaptação muito positiva: dirigir 20 minutinhos e encontrar outro ambiente, outros parques, outras belezas... É possível quebrar mais a rotina dessa forma.

Esses são os pontos de adaptação que correram bem para mim.

De qual deles você mais gostou? Coloque nos comentários. 


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quarta-feira, 6 de março de 2019

A partida

Eu já queria começar falando das minhas primeiras impressões sobre Portugal. Não que eu queira descrever Portugal, mas eu queria mesmo era registar* os processos mentais por que passei ao longo da emigração. Sou reflexiva e escrever sempre foi um passatempo. No entanto, penso que começar um blog, sem situar o leitor acerca de minha partida, ficaria um bocado vago. Então, em linhas gerais, vamos ao que me trouxe aqui:
*não comi o "erre" da palavra. Meu corretor ortográfico é português e aqui se fala REGISTO, por exemplo, ao invés de REGISTRO).


Muitas pessoas têm vindo para Portugal em busca de mais qualidade de vida, segurança, educação e saúde de qualidade. 

Não foi o meu caso. 

Honestamente, eu já tinha qualidade de vida e segurança no lugar de onde vim (Nova Friburgo, RJ, Brasil). Se saúde e educação fossem ainda melhores, ótimo, mas, acho que, no fundo, nenhum desses motivos foram reais para a minha emigração.

Tem gente que emigra porque está MUITO insatisfeito.
Tem gente que emigra porque está sob o "efeito manada".
Tem gente que emigra porque tem pouco a perder. - Acho que esse era o meu caso.

Marido aposentado, filha adolescente, parentes que já moravam longe, poucos amigos, escassa vida social e uma vida profissional completamente mediana definiam meu perfil. Com a entrada na minha dupla cidadania, calculei que tinha pouco a perder e vim.

Planeei (de novo, Português de Portugal) minha vinda à Portugal sem grandes emoções: nunca havia sonhado em morar fora, tampouco havia feito alguma viagem ao exterior. Nunca sequer imaginei que viver em outro país fosse possível para mim. Um estágio de neutralidade permeava meus sentimentos quanto à deixar ou não a minha pátria, entretanto, todo o processo pré-viagem correu com tanta fluidez que me fez acreditar que os ventos (e Deus!) estavam a meu favor nesse projeto. 

Assim, chegamos a Portugal: eu, marido e minhas filhas: 


Dalila, minha doberman, e Gigi


Fiquei muito aflita no dia da viagem por conta de Dalila. Fizemos um voo directo para evitar problemas com a nossa cadela e, felizmente, chegamos todos bem - ela, inclusive. 

Eu queria poder dizer que, no dia da viagem, eu estava super feliz e animada com o que iria encontrar por aqui, cheia de expectativas. Mas se o dissesse, estaria mentindo. A verdade é que eu estava morta de preocupação com a Dalila e arrasada pela ideia de que ela achasse que estávamos a abandonando. Além disso, eu estava com meu coração partido por estar me despedindo de todos, sobretudo, meus pais, irmão, cunhada e afilhada. 

O voo, mesmo que directo, foi cansativo demais - e olha que viemos sozinhos na nossa fileira!

De positivo, desse dia, eu guardo a janta do avião que estava uma delícia (Salve, TAP!), a fileira do avião só para gente (se já estava desconfortável só conosco, imaginem com um estranho no meio \o/) e a alegria da minha filha. Essa, sim, estava radiante: levando tudo na esportiva, empolgada (deslumbrada, vai) com a ida à Europa e com uma energia incrível. 





Ver a Dalila quando chegamos ao aeroporto de Lisboa, mesmo que molhada de xixi, na casinha, foi meu maior alívio. Aliás, eu só me senti realmente FELIZ quando saí de lá com malas, família e cachorro.  

Quisera eu ter vindo serelepe e saltitante para cá, contudo, o pré-viagem me deixou uma bomba-relógio. Não foi emocionante, cheio de sonhos, com unicórnios coloridos. Foi mais para cansativo e desgastante mesmo. heheheh 

Espero não ter que fazer uma viagem dessa magnitude novamente porque eu acho que não aguento outra maratona destas. 

Cheguei aqui sem muitas expectativas e com um propósito que ainda não me está claro: vim para ver qual é, porque tinha pouco a perder.

Vou dividindo convosco minhas impressões e veremos no que vai dar.

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