terça-feira, 12 de março de 2019

Adaptação: o que foi tranquilo

Como Brasil e Portugal são irmãos, acho que meu processo de adaptação está sendo bem suave. Na verdade, penso que tive que me adaptar mais à realidade de desconforto em que me encontro do que ao país, em si. As coisas que  foram tranquilas no meu processo de adaptação são estas:

1. Sou uma pessoa de poucos amigos e poucos passeios, portanto, estar longe de todos e sem vida social, não me doeu em nada.

2. Eu já estava acostumada a um clima mais fresco. Calhou de o clima estar super amigável em Setúbal e pronto: não tive problemas com meu primeiro inverno europeu.

3.  Os portugueses têm sido comunicativos, simpáticos, amistosos e calorosos conosco. Se houver algum incidente, daqui para frente, saberei que se trata de um caso isolado e não de uma questão cultural. Portanto, o trato com os portugueses também não me trouxe surpresas desagradáveis. 

4. No que tange à comida, sou boa de boca e acho que, se fizermos a nossa própria, dá até para manter o padrão de alimentação brasileiro. De modo geral, percebi que aqui as coisas são menos condimentadas: o salgado é menos salgado e o doce, menos doce. Até o bacon é menos salgado. Essa é uma adaptação que tive de fazer, mas foi muito tranquila porque, além de ser  mais saudável, os alimentos continuam muito gostosos.


5. Quando a coisa é boa, a gente se adapta facilmente. Então, eis alguns pontos aos quais já estou completamente adaptada: hahahah

a) O vinho, realmente, é muito em conta: já tomei vinhos DELICIOSOS por menos de 2 euros (o que dá menos de 10 reais!) e ainda há muito o que provar. Por hora, meu coração é dos Lambruscos. 


b)  os pastéis de natas são minha paixão. Por mim, eu os comia todo dia. Como estou adaptada!!  =p
Seu lindo!


6. Agora, falando sério: andar com sacolas para fazer compras é algo que ainda estou adaptando mas tem sido relativamente fácil de pôr em prática. 

No Brasil, a cada ida ao mercado, voltamos com nossos produtos em sacolas plásticas. Aqui, se você esquecer de levar a sua própria sacola, você compra no mercado. Não se tem aquela cultura de juntar vários sacos, separando as compras em categorias e deixando os puxa-sacos lotados nos lares brazucas. 

Claro que, eventualmente, preciso fazer compras e calha de eu estar desprovida de sacola, entretanto, penso que quando eu já estiver com a rotina regularizada, morando em minha própria casa, essas idas ao mercado ficarão mais rotineiras e sempre terei sacolas comigo. <3 O meio-ambiente agradece e, por fim,  acabamos nos dando conta de que era uma bobagem sair com 4 ou 5 sacolas do mercado quando podíamos usar apenas uma bolsa para as compras.

7. Distâncias curtas: ao vir para Portugal, fizemos um aluguel de temporada, em uma área histórica, muito próxima ao Centro. A 10 minutos, à pé, de nossa casa temos acesso à parques fantásticos e a praias de águas cristalinas, onde podemos ver peixes. Isso realmente é maravilhoso e não tínhamos no Brasil, não com esse sossego e proximidade. A distância entre minha casa e meu antigo trabalho no Brasil é, muitas vezes, a distância entre uma cidade e outra por aqui. É super tranquilo pegar o carro no fim de semana e dar um rolê em cidades vizinhas; isso acaba gerando mais entretenimento low-cost para quem adora "zanzar" por aí. Então, essa está sendo uma adaptação muito positiva: dirigir 20 minutinhos e encontrar outro ambiente, outros parques, outras belezas... É possível quebrar mais a rotina dessa forma.

Esses são os pontos de adaptação que correram bem para mim.

De qual deles você mais gostou? Coloque nos comentários. 


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Até breve!

4 comentários:

  1. Li tudinho, eu cheguei a Portugal em janeiro.
    Notei que somos parecidas em muitas coisas...
    Até breve. Beijos

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    1. Então você tem 1 mês a mais de experiência em Portugal! És uma veterana, para mim! hahaha Bem vinda! Beijos!!

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  2. Já foi comer os pastéis de Belém legítimos, em Belém? O restaurante é uma graça! Amo esses pastéis de nata!

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    1. Ainda não comi os legítimos, Elô!! Mas estão na minha lista gastronômica!! rsrs

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