Como Brasil e Portugal são irmãos, acho que meu processo de adaptação
está sendo bem suave. Na verdade, penso que tive que me adaptar mais à
realidade de desconforto em que me encontro do que ao país, em si. As coisas
que foram tranquilas no meu processo de adaptação são estas:
1. Sou uma pessoa
de poucos amigos e poucos passeios, portanto, estar longe de todos e sem vida
social, não me doeu em nada.
2. Eu já estava
acostumada a um clima mais fresco. Calhou de o clima estar super amigável em
Setúbal e pronto: não tive problemas com meu primeiro inverno europeu.
3. Os portugueses
têm sido comunicativos, simpáticos, amistosos e calorosos conosco. Se houver
algum incidente, daqui para frente, saberei que se trata de um caso isolado e
não de uma questão cultural. Portanto, o trato com os portugueses também não me
trouxe surpresas desagradáveis.
4. No que tange à
comida, sou boa de boca e acho que, se fizermos a nossa própria, dá até para
manter o padrão de alimentação brasileiro. De modo geral, percebi que aqui as
coisas são menos condimentadas: o salgado é menos salgado e o doce, menos doce.
Até o bacon é menos salgado. Essa é uma adaptação que tive de
fazer, mas foi muito tranquila porque, além de ser mais saudável, os
alimentos continuam muito gostosos.
5. Quando a coisa
é boa, a gente se adapta facilmente. Então, eis alguns pontos aos quais já
estou completamente adaptada: hahahah
a) O vinho, realmente, é muito em conta: já tomei vinhos DELICIOSOS por menos de 2 euros (o que dá menos de 10 reais!) e ainda há muito o que provar. Por hora, meu coração é dos Lambruscos.
b) os pastéis de natas são minha paixão. Por mim, eu os comia todo dia. Como estou adaptada!! =p
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| Seu lindo! |
6. Agora, falando sério:
andar com sacolas para fazer compras é algo que ainda estou adaptando mas tem
sido relativamente fácil de pôr em prática.
No Brasil, a cada ida ao mercado, voltamos com nossos produtos em
sacolas plásticas. Aqui, se você esquecer de levar a sua própria sacola, você
compra no mercado. Não se tem aquela cultura de juntar vários sacos, separando
as compras em categorias e deixando os puxa-sacos lotados nos lares
brazucas.
Claro que, eventualmente, preciso fazer compras e calha de eu estar
desprovida de sacola, entretanto, penso que quando eu já estiver com a rotina
regularizada, morando em minha própria casa, essas idas ao mercado ficarão mais
rotineiras e sempre terei sacolas comigo. <3 O meio-ambiente agradece e, por
fim, acabamos nos dando conta de que era uma bobagem sair com 4 ou 5
sacolas do mercado quando podíamos usar apenas uma bolsa para
as compras.
7. Distâncias curtas: ao vir para Portugal, fizemos um aluguel de temporada, em uma área histórica, muito próxima ao Centro. A 10 minutos, à pé, de nossa casa temos acesso à parques fantásticos e a praias de águas cristalinas, onde podemos ver peixes. Isso realmente é maravilhoso e não tínhamos no Brasil, não com esse sossego e proximidade. A distância entre minha casa e meu antigo trabalho no Brasil é, muitas vezes, a distância entre uma cidade e outra por aqui. É super tranquilo pegar o carro no fim de semana e dar um rolê em cidades vizinhas; isso acaba gerando mais entretenimento low-cost para quem adora "zanzar" por aí. Então, essa está sendo uma adaptação muito positiva: dirigir 20 minutinhos e encontrar outro ambiente, outros parques, outras belezas... É possível quebrar mais a rotina dessa forma.
Esses são os pontos de adaptação que correram bem para mim.
De qual deles você mais gostou? Coloque nos comentários.
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Até breve!

Li tudinho, eu cheguei a Portugal em janeiro.
ResponderExcluirNotei que somos parecidas em muitas coisas...
Até breve. Beijos
Então você tem 1 mês a mais de experiência em Portugal! És uma veterana, para mim! hahaha Bem vinda! Beijos!!
ExcluirJá foi comer os pastéis de Belém legítimos, em Belém? O restaurante é uma graça! Amo esses pastéis de nata!
ResponderExcluirAinda não comi os legítimos, Elô!! Mas estão na minha lista gastronômica!! rsrs
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