domingo, 21 de julho de 2019

7 Coisas que eu não sabia sobre comprar roupas em Portugal

Oi, pessoal!! Tudo bem?

Tenho estado muito atarefada com tudo mas eu realmente penso que preciso investir mais no blog. Tem tanta coisa acontecendo e eu não quero perder essas primeiras impressões. Preciso registrá-las antes que eu perca as referências brasileiras. Então, eis aqui algumas diferenças que notei ao fazer compras de roupas e sapatos em Portugal:

1. Há menos tecidos sintéticos e péssimos

No Brasil, eu fazia compras em lojas de departamento, basicamente. E já nos últimos anos eu andava bem desanimada porque eu achava as roupas muito caras para o que eram. Pessoalmente, não uso  tecidos 100% sintéticos há anos e estava difícil ver coisas bonitas, com tecido honesto e por um preço justo no Brasil.

Aqui em Portugal, quando compro roupa, também é em loja de departamento ou no supermercado (aqui os mercados têm bastante roupa transadinha). E, no meu entender,  não é que não exista tecido sintético horroroso em terras lusas. Ele  existe aqui também; mas não é o mais comum. Mesmo quando a roupa é 100% sintética, é algo "usável" e não aquela coisa áspera e desconfortável que só dá cecê. 

Eu sigo evitando os sintéticos mas comprei uma camisa assim para um evento "esporte-fino" porque não dava para ir com roupa de algodão numa festa daquelas.  Como não tenho dinheiro para comprar seda, foi a camisa de 9 euros da H&M mesmo. hahahah De todo modo, o tecido é super aceitável e não estou arrependida. Olha ela aí:



2. Made in Marroco/ Made in Mexico


No Brasil, vemos muita etiqueta "made in China". Aqui, percebo que há um misto entre "made in China", "made in Marroco" e "made in Mexico". Inclusive, desconfio que o fato de ter coisa importada desses outros países é o que melhore a qualidade dos tecidos, de modo geral, seja dos sintéticos, do algodão e da viscose (que é sintética também, mas, como dela eu gosto, a considero uma categoria diferente heheheh). 


3. Os tamanhos não são humilhantes


No Brasil, eu estava vestindo GG para partes de cima. Aqui, o GG é realmente GG, sabe? Claro que aqui também tem variação de tamanho, às vezes eu procuro vários modelos 42 e acabo precisando de um 40 e outro 44 na mesma loja porque não há um padrão muito certinho. 

Mas o ponto é que no BR eu já estava acostumada a pegar as maiores roupas do comércio na esperança de que coubessem. Aqui, não. Eu procuro o G e quase sempre dá certo, ficando folgadinho.  

Vejo que tem do XS (tipo o PP) ao XX(X)L (GG(G)) nas lojas do mercado, por exemplo. Então, acho que, de um modo geral, as pessoas, em Portugal, conseguem se vestir sem drama por causa dos tamanhos.

OBS: Há lojas de departamento cuja numeração máxima é 42 ou XL. Ok. Mas, ainda assim, os tamanhos são mais generosos, o que é um alívio para as gordinhas, como eu. 

4. A moça do provador

Sabe aquela moça que fica tomando conta dos provedores, que conta nossas peças de roupas e dão uma plaquinha com o respectivo  número de peças antes de você entrar? Ela não existe aqui em Portugal. Pelo menos não em Leiria ou em Setúbal. 

Inicialmente, eu entrava nos provadores e ficava procurando a moça para mostrar as peças de roupa que eu tinha antes de entrar, mas agora já acostumei. Às vezes, até fica uma funcionária ali na porta, mas é só para guardar as roupas que o pessoal vai  deixando conforme sai, não para verificar se você está saindo com o mesmo número de peças que entrou. 

Uma curiosidade: há pedidos, nas cabines, para que as pessoas não deixem as roupas que não lhes serviram penduradas por lá, coisa que  no Brasil não acontece; afinal,  quem entra no provador não sai de lá sem devolver tudo bonitinho à moça responsável.

5. Homens e mulheres na mesma seção

No Brasil, somos direcionados para um lado ou para o outro de acordo com a seção dentro dos provadores: uma seção para homens e outra para mulheres. Aqui, isso não acontece. Você experimenta a sua roupa e, ao lado da sua cabine, pode ter um rapaz experimentando a dele, de boas. Não. Nunca vi ninguém se pegando por lá. Isso é bom porque potencializa o número de cabines, independentemente de quem vai experimentar, mas, às vezes, é chato porque realmente tira um pouco a liberdade que temos de sair da cabine, darmos umas voltinhas e analisarmos melhor a roupa. 


6. Os homens ajudam MESMO as companheiras nas compras

Como eu disse anteriormente, às vezes perdemos um pouco de liberdade por causa dos rapazes. Mas não é porque eles estão experimentando roupa na cabine ao lado: é porque frequentemente eles estão no corredor dos provadores. No Brasil, normalmente, o homem fica do lado de fora da seção dos provadores e, se quisermos que ele opine no look, temos que sair e ir até a entrada do provador para que ele veja, certo? 

Em Portugal, você entra com quem quiser, mesmo que seu acompanhante não esteja comprando nada. Então, é bem comum que a mulher entre no provador e experimente sua roupa enquanto o rapaz fica do lado de fora da cabine esperando para ver e dar sua opinião. E os meninos opinam mesmo, tá? Não é só aquele papo de "tá bonito/ não ficou bom". Já ouvi rapazes falando em cortes de roupa, cores, dizendo que a roupa não ficou boa e justificando direitinho o por quê. 

Embora eu esteja usando os termos "rapazes" e "meninos", fiquem sabendo que já vi portugueses de todas as idades fazendo isso - jovens e maduros. Acho fofo. Acho que é um cuidado, uma relação de confiança tão bonita. Ontem eu estava no provador e entrou uma menina (criança) com o pai, a tarefa não é exclusiva a jovens casais, tem de tudo!

 Acho que os homens portugueses são mil vezes mais entendidos de/ preocupados com roupa do que os brasileiros. 

De um modo geral, acho que os portugueses são bem fashion com suas roupas e, também, valorizam cortes de cabelo descolados, sobretudo, os xófens. hahahahha 

Aqui é bem comum homens usando calças com tornozelo de fora e sapatos, por exemplo. No Brasil (>Rio de Janeiro> Nova Friburgo), não costumava ver esse tipo de visual. 

É comum onde vocês moram? Escrevam nos comentários se sim ou não e de onde você fala. Ah!! Aqui os rapazes também usam calça colada, eu acho que o visual fica bem estiloso. 



Imagem relacionada

7. Comprar sapatos pode ser uma odisséia

Está aí um ponto em que Brasil dá de dez a zero em Portugal. 

Em primeiro lugar, as lojas de departamento daqui (Leiria) nomeadamente C&A, H&M, Zara e outras não se comparam às brasileiras quanto à variedade de sapatos que têm. Aqui, se você encontrar 20 modelos diferentes, é muito. Eu gostava de ir à Leader e à Marisa para passar lá hora/ hora e meia  experimentando as novidades. Em Leiria, você experimenta tudo em 20 minutos. Claro que há sapatarias, mas, como eu disse que costumava fazer compras em loja de departamento, tentei fazer o mesmo nestas terras. 

Friburgo é uma cidade riquíssima em sapatarias e muitas vezes eu recorria a elas também. O cliente chega, mostra os modelos de que gosta na vitrine e o vendedor traz os pedidos. O cliente fica sentadinho aguardando até que os sapatos apareçam na sua frente. Eu era feliz e não sabia! hahaha

Em Portugal, minha experiência tem sido a seguinte: você entra, vê o modelo que normalmente está em cima de um monte de caixas e procura, sozinha(o), seu tamanho - que está dentro de uma das caixas. Nós é que pegamos nossos sapatos, tal qual fazemos em lojas de departamento; entretanto,  nas sapatarias, os números disponíveis não ficam nas prateleiras e, sim, em caixas empilhadas:

Imagem relacionada7 coi


Somos nós os responsáveis por encontrar nosso modelo, cor e número; se eles estivessem já disponíveis nas prateleiras, como no Brasil, seria mais fácil. Mas não! Comprar sapato, por aqui, requer empenho e força de vontade! hauhauhaua

Eu, que estou com problema de coluna, depois do quarto sapato, começo a desanimar miseravelmente. Além disso,  como meu pé é grandinho, meu modelo costuma ficar entre as últimas caixas - o que torna a tarefa ainda mais cansativa: abaixo, procuro a cor e o número de que preciso, puxo a caixa, equilibro as que estão em cima, seguro minha bolsa para não fazer estrago... Honestamente, sinto falta da comodidade brasileira nesse quesito. Mas é isso. Daqui a pouco tiro de letra. hahahaha Ah! O número brasileiro não corresponde ao europeu: no BR eu calçava 37/38, aqui calço 39/40. #pédeprincesa #medeixa

Dos 7 itens, de qual você mais gostou de ficar sabendo? Escreva nos comentários! E não esqueça de me contar se os rapazes da sua cidade também usam esse visual português que eu desconhecia. :)

Um comentário:

  1. Esse método das sapatarias eu já observei nas lojas do Sul. Achei bem legal eu mesma procurar meu número de sapata, sentar, experimentar e se não gostar devolver pro lugar. Melhor que depender do vendedor, que normalmente insiste que está bom mesmo quando não achamos que está rs

    ResponderExcluir