Olá, pessoal! Tudo bem?
Neste post vou registrar 5 coisas que tenho observado para integrar-me melhor em Leiria.
1. Jeans Rasgado
Pode ser que os jovens usem; mas não os adultos de 35 anos para cima. Pelo menos EU quase não os vejo usando. Jeans rasgado sempre foi um tipo que me agrada, afinal, traz irreverência fashion/ descolada ao look. Mas, desde que vim para cá, entendi que meus jeans rasgados só serviam para passear a Dalila e fim de papo. Ninguém me proibiu de usar, mas percebo que não é habitual por aqui e meu objetivo é INTEGRAÇÃO, não lacração.
2. Coque bailarina
No BR eu também usava muito um "cocão" que mais parecia uma fruteira à lá Carmen Miranda.
Aqui, ao que parece, esse tipo de coque dá a impressão de cabelo desarrumado; para trabalhar, não é bem vindo. Então, tenho feito aquele coquezinho normal e bem lambido para ficar uma fada-bailarina-perfeita - e penteada! #tchaucoqueestilosao
3. Pegando leve no batom
Lembram da época em que eu usava maquiagem leve mas sempre com batom de cor viva, independentemente da hora? Esqueçam. Aqui, quase não vejo pessoas com batom de cor forte; pelo menos, não durante o dia. hehehe
4. As expressões Portuguesas
Acho fofa a maneira como eles falam "fogo". Fogo, para os portugueses, é tipo o "Fala sério" carioca, até mesmo na intonação! Nós, brasileiros, usamos a expressão "É fogo" com sentido de "é F#d*". Mas em Portugal usa-se apenas "Fogo!", sem o "é".
Outra expressão de que gosto é "do caraças". Sim, é parecido com o que você está pensando mas bem menos ofensivo, né?
Por fim, há também o "F#d*-se"que eles usam tanto com sentido de "dane-se" quanto com sentido (e intonação!) do P#rr* brasileiro.
Acho simpático, confesso, embora não os use porque atualmente só falo palavrões quando estou com raiva e estes contextos não são raivosos, são do dia a dia.
5. O nome como "pronome de tratamento"
Os portugueses têm qualquer coisa com o "Tu". Tratar alguém por "tu" é uma questão de aproximação e não raro vi pessoas perguntando se podiam me tratar por "tu"ou dando-me liberdade para tratá-las por TU. O problema é que, como carioca, NUNCA uso o tu para falar com as pessoas. Uso o "você" ou "senhor(a)" e isto faz uma encrenca danada porque, para os portugueses, o "você" parece frio e/ou distante e "senhor(a)" também não é dos favoritos. Por exemplo, às vezes estou tratando com pessoas que são hieraquicamente superiores a mim mas que regulam a minha idade ou são até mais jovens. Fica esquisito e muito formal chamar alguém com menos de 30 de senhor(a) mas também não quero parecer desrespeitosa.
O pior ainda é quando não dizem que posso tratá-las por TU; aí é que eu fico doida. kkk
Às vezes, dizem-me assim: "trata-me por (e dizem o próprio nome"). Para explicar isso melhor, vou exemplificar:
Imaginem que eu preciso perguntar ao meu chefe se ele estará na agência de tarde. Viro-me para ele e pergunto:
a) O senhor estará na agência de tarde?
b) Tu vais estar na agência de tarde?
c) Você vai estar na agência de tarde?
d) O Senhor Rui vai estar na agência de tarde?
Sim, a opção mais correta seria a letra D. Mesmo que eu esteja falando com a pessoa, eu uso a terceira pessoa para referir-me a ela quando não está bem definido o tipo de tratamento que se deve usar.
Quando dizem que posso tratar por "tu", passo a chamar de "você" e explico que é coisa de carioca.
Já quando estou falando com clientes, sempre uso Senhor/ Dona ou o recurso da terceira pessoa como "pronome de tratamento". Mas é um bocado esquisito no primeiro momento. hehehe
Aos pouquinhos vou aportuguesando-me. :)
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A 4 foi a melhor :lol:.
ResponderExcluirFogo! :p Obrigada pela comentário. :)
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