sexta-feira, 19 de junho de 2020

Onde morar em Portugal - entre Lisboa e Coimbra| minha história

Olá, pessoal. Tudo bem?

Espero que sim. ;)

Eu já fiz um  post específico falando sobre o local onde moro: a Marinha Grande - leia aqui

O post sobre a Marinha Grande é um dos mais acessados no blog, portanto, resolvi escrever um pouco mais sobre como vim parar aqui, entre Lisboa e Coimbra, no centro do país.  

Quando eu decidi vir para Portugal, passei pelo drama de querer comprar um imóvel e não saber onde seria a melhor opção para mim. Eu nunca tinha estado em Portugal, nem meu marido. Então, começamos nosso plano de morar aqui da maneira mais acertada: vindo conhecer o país. 


Já de olho no investimento inicial (passagem, documentação com advogado, rendas adiantadas/ entrada para crédito imobiliário, airbnb etc), concluímos que viajar em família não seria possível. Assim, decidimos que apenas um de nós faria a viagem exploratória ao país e o eleito para tal foi meu marido, já que eu estava trabalhando e ele, não. 

Meu marido (Barbieri) passou 12 dias em Portugal e viajou de Setúbal à Braga (só não foi mesmo para os extremos norte e sul). Ele alugou um carro em terras lusas, dormiu em quartos compartilhados e almoçou em supermercados, fazendo uma viagem bem low-cost mesmo. Sua prioridade era conhecer Portugal sob a ótica de quem vem morar em um local - e não turistar. Já antes de sua partida, sabíamos que não poderíamos morar no Algarve, em Lisboa ou Porto por causa do motivo mais proibitivo de todos: os preços cobrados para habitação. 

Tínhamos como prioridade encontrar lugares que tivessem oferta de:

1. Escola
2. Fácil acesso à transporte público
3. Hospital
4. Parques (para caminhar com a filha de 4 patas)
5. Shopping (para caminhar com a filha "de 2 patas" hehehhe)

Dentro destas condições, meu marido concluiu que, excluindo Lisboa e Porto, Portugal era todo muito semelhante. Em qualquer cidade média, encontraríamos o que procurávamos. Reparem também, que um lugar com bastante oferta de emprego não era nossa prioridade (ainda que fosse bem vindo). 


Assim,  meu marido viajou pelo país procurando os lugares que se adequavam ao que precisávamos (escola, transporte público, hospital, parque e shopping). Pelo que ele observou, todos os lugares contavam com essas nossas exigências – o que foi excelente!

Desde sempre, sabíamos que não queríamos morar NO CENTRO de lugar nenhum porque gostamos do sossego de áreas residenciais. Gostamos de ter privacidade para estar no quintal sem que transeuntes passem pela nossa porta o dia todo. Gostamos de dormir e não ouvir carros passando pelas avenidas. Somos fã de barzinhos e boas risadas, mas não na esquina de nossa casa, entendem? Somos o tipo de família que prefere estar mais afastada do bafafá e ter acesso ao que nos interessa, quando estivermos a fim e em 15 minutos de carro, por exemplo. Nosso perfil facilitou-nos imensamente porque também combinava com o que tínhamos disponível para investir, afinal, lugares menos centrais têm preços mais amenos.

Sabíamos que encontraríamos nosso lugar de sossego em qualquer distrito de Portugal, desde que escolhêssemos estar perto de alguma capital mas não necessariamente no miolo dela. 


* Cidades mais afastadas da capital de qualquer distrito devem ser estudadas cautelosamente. Há que se analisar cada caso: o sítio que você está visando tem vida própria ou está à sombra de uma cidade maior? Qual é a distância entre uma cidade e outra? O afastamento dos grandes centros pode fazer com que cidades desenvolvam autonomia ou se tornem ainda mais defasadas, fiquem atentos. *

Vendo, portanto, que tínhamos bastante opção de escolha dentro de nossos requisitos, fomos descartando as alternativas: nada muito à norte por causa do frio; nada muito para dentro (colado à Espanha) por causa das temperaturas muito extremas (quente ou frio)... Enfim... 


Ao fim da viagem exploratória, Barbieri chegou ao Brasil com a seguinte apreciação: curtiu inúmeros locais em Portugal e moraria neles facilmente. Porém, considerando a quantidade de jovens que viu nas cidades, os acessos à universidades, nossas possibilidades financeiras e nossos gostos pessoais, concluiu que Setúbal, Leiria e Viseu seriam nossas melhores apostas. 

Moramos em Setúbal por 4 meses e depois viemos para Leiria. Só estive em Viseu uma vez, depois de já estar estabelecida cá na Marinha Grande.  Mas isso tudo é papo para outro post porque este já está enorme. 

Meu marido é consultor imobiliário na Remax. Para esclarecer dúvidas sobre o ramo imobiliário ou crédito habitação, escreva para rbarbieri@remax.pt. Clica aqui se quiser contactá-lo pelo FACEBOOK. 

Eu, Mariana, também estou no Facebook (clica aqui) e no Instagram (clica aqui também), caso queira me acompanhar de perto. 

No próximo post, farei uma lista de coisas a serem consideradas antes de escolher onde morar cá, em Portugal. Não darei respostas, mas farei perguntas cruciais que ajudarão àqueles que ainda estão engatinhando no "Projeto-Portugal". Não percam!

Um beijo e até a próxima!

4 comentários: